O “Crimes Fresquinhos!” que vos apresento hoje aconteceu aqui bem perto de nós; afinal, parece que as perseguições aparatosas com tiroteios não acontecem só nos filmes… Podem acontecer mesmo ao nosso lado.
Para além da notícia em si, acrescento ainda alguns pormenores envolvendo gritos, crianças, um cerco e dois testemunhos, apartes que constavam na notícia original do Correio da Manhã.
Reflictam sobre o facto de podermos ser apanhados de surpresa numa situação destas enquanto passeamos calmamente na rua…

Gang apanhado após perseguição e tiroteio
De caçadeira em punho e já com os gorros na cabeça, os quatro assaltantes aproximaram-se em marcha lenta da ourivesaria Morais, na rua dos Bombeiros, no Pinhal Novo, Palmela. Pouco passava das 09h00 de ontem [8 de Fevereiro] quando três decidiram sair do carro e espalhar terror dentro do estabelecimento.
O outro manteve-se ao volante de um Honda Civic, preparado para a fuga. Agrediram a proprietária, ameaçaram o filho, mas saíram de mãos vazias. No final, foram perseguidos pela GNR e meia hora depois foram detidos em Aires, também em Palmela, depois de uma perseguição a alta velocidade, com tiros pelo meio, mas sem feridos a registar.
“Queriam levar o ouro todo. Deram com a minha mãe ao balcão e julgaram que ela estava sozinha. Ainda a tentaram agredir e até lhe rasgaram o casaco. Quando viram que o meu irmão estava dentro de uma sala, e que trazia a caçadeira foi ter com ele e ameaçou-o de morte, mas, no meio da confusão, ele conseguiu accionar o alarme e os ladrões fugiram”, explicou ao CM Paulo Morais, que gere a ourivesaria com a mãe e o irmão.

As autoridades foram logo avisadas e o Honda Civic azul-escuro furtado foi avistado pelos militares junto à estação do Pinhal Novo, iniciando-se aí a perseguição. Só acabou em Aires quando os assaltantes se despistaram e foram contra um poste e o muro de uma casa. Antes disso, desesperados e com poucas saídas possíveis, os quatro homens, que são suspeitos de assaltos à mão armada um pouco por toda a Margem Sul, abriram fogo sobre os militares, que foram obrigados a ripostar, não atingindo ninguém nem qualquer viatura, assegurou ao CM o major Tavares Belo, porta-voz do Comando da GNR de Setúbal.
Por sorte, não atropelaram as crianças que aguardavam pelo autocarro junto a uma paragem que fica a cerca de cinco metros do local de despiste. Dois deles acabaram detidos quando tentavam sair do carro e os outros dois pouco depois, junto a uma vivenda. São hoje [9 de Fevereiro] presentes ao Tribunal de Setúbal.
PORMENORES
GRITOS
De acordo com um dos proprietários da ourivesaria, os gritos dos vizinhos contribuíram para a fuga.
CRIANÇAS
Em Aires, foram várias as crianças que assistiram ao despiste e captura e por pouco não foram atingidas.
CERCO
Desde logo, os militares da GNR preocuparam-se em cercar os assaltantes que acabaram detidos.
TESTEMUNHOS
“FIQUEI ATORDOADA COM OS TIROS E A TRAVAGEM”
Fátima Fonseca acabava de sair de casa em Aires, Palmela, quando foi surpreendida pelo estrondo do embate do carro no poste e no muro da casa. “Vinha com a minha bebé, mas já com medo e atordoada porque tinha ouvido os tiros e a travagem brusca”, conta ao CM a mulher de 30 anos que, com o companheiro, ainda viu dois deles fugir, um deles descalço, porque teve dificuldades em sair do carro. “Nunca tinha passado por uma situação destas, mas a GNR apanhou-os logo”, continuou. A moradora especificou ainda que os quatro tentaram sair do carro e fugir juntos, mas não conseguiram porque o condutor estava preso.
“DEITARAM O MURO DA MINHA CASA ABAIXO”
Fátima Dias, de 58 anos, ficou sem parte do muro da casa depois do despiste dos assaltantes. “Estava a tomar banho e ouvi o barulho. Vi logo que alguma coisa não estava bem e, como se vê, deitaram o muro da minha casa abaixo”, contou. A mulher não se apercebeu do número de assaltantes. Só reparou quando estavam a ser detidos e colocados nos carros da GNR. “Pareceram-me muito novos, mas não soube identificá-los. A minha preocupação foram mesmo as crianças porque sabia que a essa hora estão aí muitas para apanhar o transporte e tive medo de que alguma pudesse ter sido atingida e ficado ferida”, desabafou ainda a mulher.

Meus pequenos grandes criminologistas,
trago-vos um tema que deveria ser explorado por vós (eu sabia que ver o programa do Goucha um dia me traria vantagens).
Na rúbrica “Crime, diz ele” falou-se daquele homem que assaltou um estabelecimento (não sei especificamente de que tipo), entrando por um buraco e acabando por ficar la preso, de calças em baixo, fazendo rir toda uma população portuguesa.
Então não é que o senhor assaltante se sentiu tão injustiçado e humilhado que agora decidiu processar o estabelecimento por falta de condições?
Ora aí está algo que não se vê (nem ouve) todos os dias –’
Ainda dizem que os americanos é que são… excêntricos e levados aos extremos !?