Boa tarde a todos,
Esta semana, em vez da actualização habitual sobre os crimes mais chocantes em Portugal, tentamos uma abordagem diferente. O tema é Jack, o Estripador, um serial killer inglês reconhecido pelos seus crimes bárbaros. Transcrevemos em seguida um artigo que nos dá toda a informação sobre uma história, no mínimo, macabra.
Jack, o Estripador ainda hoje é um caso fascinante e insolúvel. O assassino de prostitutas que actuou em Inglaterra no final do século XIX na região de cortiços de Whitechapel, bairro pobre de Londres, entre 1888 e 1898, nunca foi descoberto.Não existe um argumento 100% fiável que explique os homícidios praticados por Jack contra prostitutas, já que era comum no ambiente marginalizado em que elas trabalhavam a ocorrência de vários crimes, inclusive assassinatos: muitas prostitutas foram mortas e os crimes eram atribuídos a Jack. Mas vários assassinatos ocorridos entre Agosto e Novembro de 1888 são considerados como obras do próprio Jack, o Estripador: Martha Turner, de 35 anos; Polly Nichols, de 42; Annie Chapman, de 47, todas elas prostitutas. O bar Ten Tells era um dos pontos de prostituição da região e o lugar onde Mary Jane Kelly, a última vítima, bebeu a sua última bebida. Os corpos eram encontrados em estado deplorável por causa das mutilações que lhes eram infligidas. Sem conseguir encontrar o assassino, a polícia inglesa prendeu vários suspeitos enquanto a imprensa recebia cartas anónimas assumindo os crimes de Jack, o Estripador.Eis uma parte de uma destas cartas:“Caro chefe: não cesso de ouvir que a polícia me apanhou, enquanto continuo solto. (…) Escolhi as prostitutas e continuarei a estripar até ser apanhado. (…) ouvirão falar novamente de mim em breve. (…) Ass. Jack, o Estripador.“
Outras mulheres foram assassinadas nos arredores de Whitechapel, sem que a polícia pudesse fazer qualquer coisa para impedir ou sequer identificar o assassino, o que deixou o bairro em pânico.Muitas teorias surgiram para explicar esses crimes, chegando a existir mais de 200 livros na tentativa de solucionar o mistério. Apenas em 1929 é que surgiu a primeira teoria séria sobre o caso: Leonard Matters suspeitava de que o criminoso fosse um médico inglês que matava e degolava mulheres por desejo de vingança, pois o seu único filho tinha morrido de sífilis contraída numa relação com prostitutas de Whitechapel. Um médico da família real, Sir William Gull, também ficou como suspeito dos crimes ao obedecer às ordens do primeiro-ministro para que assassinasse estas prostitutas (as mulheres chantageavam os membros da realeza por saberem de um relacionamento ilícito de um parente da rainha Vitória como uma plebeia). Uma parteira também foi colocada no rol de suspeitos: sendo ameaçada pela polícia para parar o seu trabalho, ela mataria as suas mais frequentes freguesas. Outras teorias já dizem que Jack não existiu: as prostitutas assassinadas já eram decadentes, com excepção da bela e nova Mary Jane Kelley, e teriam sido alvo de policias revoltados com o aumento da prostituição em Londres – havia mais de 1800 prostitutas na época. Até sobre o criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, recaíram suspeitas: ele estaria a montar um quebra-cabeças para a polícia da mesma forma que fazia nos textos do famoso detective.A teoria mais polémica (e, talvez, a mais credível) recai sobre um membro da família real, o duque de Clarence (Albert Victor Christian Edward), neto da rainha Vitória e herdeiro do trono britânico, que seria sifilítico e homossexual, e famoso pela vida mundana que levava nos bordéis londrinos. Para justificar suas habilidades em dilacerar as vítimas, argumentou-se de que teria treinado para tal nos castelos reais na Escócia. Por ser alguém tão importante, a polícia estrategicamente nada revelou. A morte pouco esclarecida do duque, provavelmente em decorrência dos problemas oriundos da sífilis, pouco tempo depois do fim dos crimes em Whitechapel, parece confirmar tais suspeitas. Recentemente a culpa foi dada a um artista alemão, sendo que a pesquisadora utilizou técnicas novas para comprovar as suas teorias – exames de DNA em vestígios guardados ainda da época.
No fundo não passam de suspeitas – ainda hoje existe o mistério de quem seria Jack, o Estripador.
Por: Orivaldo Leme Biagi
Fazemos apostas? Quem seria Jack, o Estripador?

Agradeço a divulgação em Portugal de meu texto sobre Jack, o Estripador.
aposto na teoria do duque, bastante mais credivel
já agora, recomendo um filme muito bom, com o Johnny Depp (sim, eu sei meninas =P). Chama-se “A verdadeira história de Jack, o Estripador”. É um pouco pesado e chocante em algumas cenas, mas para quem gosta do assunto, é perfeito
Adorei este post! Delicioso
ahahah!
ps – obrigado pela publicidade ao meu blog e ao nosso de AP