Na rubrica “Crimes Fresquinhos!” desta semana conhece o caso de um sobrinho que matou o tio, mas agora tem saudades dele, um “falso padre” no Malawi e um assalto numa escola do 2º ciclo. Tudo notícias recolhidas do semanário O Crime, que se tornou no nosso melhor elemento de pesquisa para este trabalho.

“Matei o meu tio mas já tenho saudades dele”
É o que afirma Pedro, 39 anos, residente em Viela, freguesia de Santa Marinha, em Ribeira da Pena. Na verdade, segundo o jornalista d’O Crime, Pedro só se refere ao episódio na terceira pessoa, pelo que terá dito “Ele já tem saudades do tio”. E este é o episódio: Joaquim Rosas Fernandes, 61 anos, vivia com o sobrinho. Segundo os vizinhos “davam-se bem” mas gostavam mesmo muito de vinho, pelo que discutiam muitas vezes, sobretudo quando havia dinheiro em casa, porque “o que tivesse mais, era o que mais bebia”. Ora, no dia fatídico, e ainda segundo os mesmos vizinhos, “o sobrinho descobriu que o tio tinha recebido um dinheirito e tentou que ele lho desse”. Quando Joaquim recusou, Pedro Jorge apontou uma caçadeira “à barriga do tio” e disparou. O homem morreu ali mesmo, minutos depois. Apesar de ter escondido a arma do crime e tentado enganar a polícia, o sobrinho acabou por confessar o crime à polícia e aguarda agora julgamento em liberdade, por não apresentar risco de fuga e por ter cometido o crime quando se encontrava embriagado. Vive agora sozinho.
Falso padre rouba ofertório da missa
Um tribunal do Malawi condenou a 3 anos de prisão um homem que se fez passar por padre. Emmanuel Robert, 26 anos, chegou a uma aldeia do distrito de Dowa vestido de padre e anunciando ter sido enviado pela hierarquia da Igreja católica para coadjuvar o pároco. Já no final da missa, pediu aos fiéis que aumentassem os donativos para financiar uma viajem do grupo coral da igreja. O “verdadeiro” padre apresentou queixa à polícia que descobriu a fraude mas não encontrou os 50 doláres do ofertório, uma quantia importante num país onde metade da populaçao vive com menos de 1 dolár por dia.
Assaltados no recreio!
Três alunos (10 anos) da Escola Básia 2,3 Delfim Santos, no Alto dos Moinhos, Lisboa, foram assaltadas, no interior da escola, por dois rapazes mais velhos, estranhos ao estabelecimento de ensino, que ameaçaram dar-lhes um tiro (com uma arma que nunca saiu do bolso). A verdade é que a arma não existia, mas a história não deixa de ser alarmante, não exactamente pelas carteiras e telemóvel roubados, mas antes pela cena do crime, uma escola, que se espera ser um ambiente seguro. E falo por experiência própria quando digo que só não entra numa escola quem não quer…

Puxa, assim vou matar (DEUS ME LIVRE), mas primeiro bebo uns “copitos” e assim com a presteza dos nos nossos tribunais aínda morro de velhice, sem ser punido,a gozar a casa e os haveres do “velhote”!
Tenho que dizer que me ri pa’ xuxu com a notícia do pseudo-homicídio do tio de Viela. Um caso caricato, e que no entanto demonstra que o sistema criminal português nem sempre toma as melhores medidas. Uma vez que ele cometeu um assassínio, não deixa de o ter feito só porque estava bêbedo, e, deveria ser punido tal como todos os outros assassinos. O mais certo é nem ser preso e pagar uma boa maquia para se manter cá fora a encharcar-se de vinho e a chorar pela “perda” do tio…