Toda a gente sabe que a Justiça portuguesa nem sempre funciona bem. Após uma breve pesquisa no Google, encontrei uma lista dos principais problema: o arrastamento dos processos, a dificuldade em relacionar-se com o cidadão comum, o desigual acesso (baseado nas condições económicas), mas, sobretudo a crescente descrença no sistema, a ideia de que “não vale a pena tentar”, “não vale a pena lutar”.
Pois é esta a ideia geral, a de que, pura e simplesmente, não há Justiça em Portugal. Ideia que este sketch do Gato Fedorento parece corroborar. Os casos concretos, os crimes, os actos perdem-se muitas vezes no meio de formalidades e burocracias processuais, que, quando bem exploradas, são o suficiente para prolongar um julgamento até ao ponto em que já nada se decide.
Mas não sejamos pessimistas: a verdade é que ainda há muitos tribunais que funcionam, há bons profissionais no ramo e há muitos casos bem resolvidos (e este número tende a aumentar, num futuro próximo em que nós seremos juristas
). Claro que estes casos não atraem os holofotes da comunicação social, nem nos interessam particularmente, não geram polémica nem confusão, mas são a prova de que nem tudo está perdido, que a justiça ainda existe e que os criminosos são punidos. São a prova de que ainda vivemos num mundo onde o crime não compensa (pelo menos na maior parte dos dias).

epá isto estava com o loggin to blog –’ desculpem
em poucas palavras: apito dourado, caso BPN, e até o caso da pobre miuda Maddie que anda desaparecida à dois anos e, como já se falou de tudo o que havia para falar (acho que a unica personagem a quem nao atribuiram as culpas foi ao cão do hotel), processam um escritor por fazer uma interpretação pessoal do caso.
e ainda falam em liberdade de expressão…
p.s: continuem com este tipo de posts, é giro para debater
É de facto verdade que nem sempre a justiça funciona da melhor forma, mas quando funciona (o que acontece mais ou menos 80% do tempo), os criminosos são punidos da melhor forma (ou pior, para eles
). Mas, claro está, que os media não se interessam por esses casos resolvidos. Nada melhor para eles do que casos polémicos, com peixeirada à mistura. 
«OBJECÇÃO! QUE PUSSIDÓNIO! NÃO SE DIZ “SELADA” É “SALADA”!»